Em meio à globalização vê-se o mal que o excesso (intelectualidade) ou a falta (ignorância) de informação é capaz de gerar em um indivíduo. Inutilizamos nossa capacidade de pensar, por acharmos que algumas pessoas estão mais adaptadas a isso.
O intelectual é um ‘humano-computador’ que recebe informações e atua como máquina acumuladora e processadora de dados. Importa-se apenas com aquilo que os ‘scripts’ dos modismos atuais julgam serem cultos e inteligíveis.
Não muito diferente da síntese destas características, encontra-se o dito ignorante, que é um propagador de opiniões. Para ele, o que importa é saber quem opina. Quanto maior for a posição social e o número de pessoas que também acreditam, maior será o nível de confiabilidade na idéia.
Diante deste conceitos, nota-se que o saber mais ou menos não é o que realmente diferencia ou torna melhor o ser humano, mas sim a autenticidade de opinião, idéias e pensamentos. Precisamos refinar a informação, seja ela qual for, e além disso desenvolver nossa capacidade de pensar e criar nosso mundo mental.

